Dr Rodrigo Cesar Barbosa
CRMV SP 23010

Dr Mario Silva Barbosa
CRMV SP 1564

Joey

Displasia coxofemoral

Uma das principais doenças articulares que acomete os cães é a displasia coxofemoral. Ela é definida como um conjunto de alterações patológicas entre o acetábulo (localizado na pelve) e a cabeça do fêmur, e que acarreta disfunção nesta articulação. A principal consequência da displasia coxofemoral é a dor e a dificuldade de locomoção.

As causas da displasia ainda não são bem definidas, mas sabe-se que fatores genéticos e hereditários estão envolvidos nesta patologia. A predisposição racial também é muito importante, uma vez que raças de grande porte como o Pastor Alemão, Rottweiler e Labrador entre as principais, são as mais comuns para ter a doença. A obesidade é outro fator importante na displasia, já que o excesso de peso sobrecarrega a articulação já comprometida, agravando ainda mais os sintomas. Outro fator muito importante, porém muitas vezes ignorado pelos proprietários, é o tipo de piso no qual o cão está acostumado a correr e brincar. Pisos lisos e com pouca aderência são extremamente prejudiciais para cães, pois forçam as articulações, e se estas já apresentam predisposição para a displasia a instabilidade do piso futuramente acarretará problemas articulares. E por fim, a idade é outra causa de displasia, uma vez que animais idosos são mais predisponentes, devido a um desgaste natural das articulações.

O diagnóstico da displasia coxofemoral baseia-se em quatro pontos principais: o primeiro ponto é a queixa do proprietário, o qual relata que seu cão apresenta dificuldade de se levantar, não corre mais atrás de sua bolinha e tem dificuldade de subir em planos inclinados; o segundo é a associação dos fatores predisponentes, como um cão Labrador obeso ou um Pastor Alemão idoso; o terceiro é o exame clínico, que constata atrofia muscular (já que o cão não usa o membro para não sentir dor) e sensibilidade quando tracionamos os membros; e por fim é o exame radiológico (realizado em um centro de diagnóstico especializado) que identificará as alterações.

O tratamento para a displasia pode ser por meio de medicamentos ou cirurgia. O medicamento é indicado para cães com displasia leve e se baseia na administração de antiinflamatórios, analgésicos e regeneradores articulares. Para cães com displasias mais avançadas o mais indicado é o tratamento cirúrgico. Ele consiste na remoção da cabeça do fêmur e, consequentemente, na supressão do estímulo doloroso.

É bom lembrar que sempre que for adquirir um filhote das raças citadas (ou de outras raças grandes) certifique-se que os pais sejam de boa procedência e que não tenham histórico de displasia coxofemoral na família.

Damien Souza Almeida

Médico Veterinário

CRMV-SP:15.399